quinta-feira, 24 de setembro de 2009

às vezes esqueço de tomar lítio.
muitas vezes, digo.
e às vezes, à noite, bebo com cerveja.
faz mal nenhum. minha psiquiatra já aprovou.
só não pode fazer sempre.
mas não conta pra ninguém.

[ouvindo "blow your mind", jamiroquai, 1993]

domingo, 13 de setembro de 2009

[sem título ]

há um lado meu que clama por um novo romance.
novo mesmo, que comece do zero, desperte paixão,
faça o coração bater acelerado e produza poesia.

ficarei sozinho dois dias essa semana.
deixar um bipolar sozinho em iminência de crise
é pedir pra ser traído.

ainda bem que só eu sei disso :-p

-- quem dera eu levasse a sério o que dissesse.
relacionamentos exigem o engasgo de muitas possibilidades.
deixamos várias de lado para defender a vida estável.
preciso aprender a trazer de volta a poesia dos apaixonados, pois ela me move.
o resto, é resto.

[sem música -- aliás, passarinhos chatos das 05h48]

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

[ alvorada ]

Alvorada
Lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo
É tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo
Tingindo, tingindo

Você também me lembra a alvorada
Quando chega iluminando
Meus caminhos tão sem vida
Mas o que me resta
É bem pouco, quase nada
Do que ir assim vagando
Numa estrada perdida

[Cartola]

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

[ viagens e desencontros ]

quando me mudei pra são paulo, achei que algumas coisas seriam diferentes.
eu conhecia algumas pessoas, mas não o suficiente pra dizer: sou íntimo delas. imaginei que, apesar disso, sairia mais de casa, conheceria outras pessoas e -- talvez -- construiria novas amizades.

doce ilusão. descobri que me torno mais antissocial com o tempo, saio menos de casa por conta, sempre, do acúmulo de trabalho, e morro de preguiça de conhecer gente nova e buscar nelas uma intimidade que temos com pessoas que conhecemos há anos.

mas além disso, eu também pensava que a distância dos amigos que deixei para trás não seria tão importante, não porque eu estaria vivendo uma nova vida, mas porque eu pensava que nos falaríamos mais, com mais frequência que antes e que, assim, a distância acabaria não pesando tanto. mas pesa. pesa porque há momentos em que queremos olhar para o outro e saber que estamos próximos. dar um abraço, encostar a cabeça no ombro, fazer cafuné e ficar ali, parado, como se o mundo se resumisse ao local do encontro. falar bobagens, ver vídeos, falar da vida dos outros, ver filmes, fazer mil planos, discutir ideias e ideais, reclamar da vida e dos relacionamentos e brigar -- coisas que só os amigos fazem. no meio daquela crise de ansiedade, ligar e dizer "passa aqui, me tira de casa?", e a pessoa vem! ou então, você ligar para ela e ela, num momento não muito legal, dizer "me acompanha, preciso de você".

só a proximidade conclui essas coisas. neste momento, era o que eu mais queria. não falarei dos planos que fiz para um reencontro, nem das coisas que movimentei para que tudo fosse impecável. mas a ausência continua aqui. olho para a cama que você ocuparia com o mesmo olhar dos amantes que se separam e revivem momentos olhando ao redor... a única diferença é que as cenas que vejo não acontecerão. ando pela sala, pelas ruas, pela avenida paulista, e penso como seria bom estar ao teu lado ainda que por míseras 60 horas, com noites mal dormidas para aproveitar melhor o tempo.

sua ausência não é só minha, nem só do outro, nem só tua. quem sabe você não decide encarar a vida de frente e perceber que não tem o controle de todas as situações e que precisa encarar desafios tão simples como um percurso, que para você vira a possibilidade de ser devorada por um monstro. até lá, as oportunidades vão indo embora e a vida vai se esvaindo aos poucos, da mesma maneira que os cabelos vão ficando brancos. eu já tenho muitos. será que quando nos encontrarmos novamente eu já terei o dobro, o triplo ou todos brancos? quem sabe o medo deixe de ser maior que a vontade de seguir em frente?

vamos lá, pega essa merda desse ônibus e vem. venha pensando em mim que tudo dá certo. venha pensando no depois, no encontro, nas coisas que faríamos juntos. quem dera fosse fácil pra você como é para mim falar sobre o assunto. mas não apoio mas seus fantasmas. quanto mais eu dizer que os compreendo, mais eu os reforço e não permito que você ande. e faço isso por você, talvez sendo incompreendido.

estou aqui, com o mesmo amor de sempre. agora ou em outro momento... tomara que, depois, eu esteja com a mesma oportunidade e disponibilidade para ser só seu durante míseras 60 horas. é o que merecíamos depois de um ano.

sábado, 29 de agosto de 2009

[ pico 2 ]

vamos lá, euforia, fica mais.
tiro sarro mesmo!

(dois últimos posts ouvindo:
brimful of asha, cornershop, tãããão 1997)

[ livro ]

já tenho DUAS entrevistas marcadas para meu livro.
espero conseguir fazer a primeira até o final da próxima semana.
o difícil não é entrevistar, mas marcar as entrevistas. gente estrela e ocupada é uma merda.

[ pico ]

ôba, estou eufórico.
tomara que dure. uma semana pelo menos.


[ouvindo: intuition, natalie imbruglia, sooo 1998]